Tanzânia

Tanzânia

O "trator" avança sobre os meios de comunicação

O fechamento de meios de comunicação, a expulsão de defensores da liberdade de imprensa, a impunidade dos autores de ataques a jornalistas, a legislação draconiana, a degradação da liberdade de imprensa não têm precedentes na Tanzânia. Desde que chegou ao poder em 2015, o presidente John Magufuli, apelidado de "trator", não tolerou nenhuma crítica. Em 2017, ele assumiu abertamente a posição a favor de um governador que invadiu com a polícia uma estação de rádio privada para transmitir um programa que comprometia um de seus oponentes. Ao suspender os meios de comunicação mais de uma dúzia de vezes nos últimos três anos e ameaçar a imprensa com a perda de recursos publicitários, o regime criou um clima de medo no qual a autocensura ganha espaço. O controle de informações também é exercido nas redes desde a adoção de uma lei mordaça para a blogosfera da Tanzânia, que exige que sites e blogs se registrem para serem credenciados por custos exorbitantes. Dois defensores da liberdade de imprensa foram presos e expulsos no final do ano. Eles estavam trabalhando, entre outras coisas, numa investigação sobre o desaparecimento de um jornalista da Tanzânia desde novembro de 2017, enquanto investigava assassinatos de funcionários locais. Questionado pela imprensa sobre esse desaparecimento, o Ministro do Interior considerou que todos tinham o direito de desaparecer e que seus serviços não precisavam interferir quando um indivíduo decidisse sair de casa.

118
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-25

93 em 2018

Pontuação global

+5.63

30.65 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
Ver o Barômetro