Sudão do Sul

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Fim de uma série de assassinatos de jornalistas?

Pela primeira vez em cinco anos, nenhum jornalista foi morto no sul do Sudão do Sul em 2018. Em um país devastado pela guerra civil desde o final de 2013, a assinatura de um acordo de paz em setembro foi acompanhada por uma redução nos combates. Mas a situação continua precária. Nos últimos anos, os confrontos enfraqueceram consideravelmente a situação dos jornalistas, com pelo menos dez repórteres mortos desde 2014. Forçadas pelo governo a não abordar temas ligados ao conflito, as mídias só publicam as informações a conta gotas. Em agosto de 2015, o presidente Salva Kiir ameaçou de morte os jornalistas que "trabalham contra o seu país". Três dias depois, o repórter Peter Moi foi assassinado em Juba. Dois anos depois, Christopher Allen, um repórter de guerra americano independente, foi morto a tiros e descrito como "rebelde branco" pelas autoridades. Uma grande opacidade envolve as circunstâncias exatas de sua morte. Em 2018, dois soldados foram condenados à prisão perpétua pelo assassinato de um jornalista, mas a mídia continua sob pressão. A BBC e a rádio da ONU foram suspensas e um jornalista foi convocado pelo órgão regulador para pedir desculpas ao embaixador do vizinho Sudão por cobrir os protestos que se enquadram nos "assuntos internos" desta " nação amiga ". Os profissionais que tentam transmitir uma informação livre se expõem sistematicamente a terríveis represálias: execução, tortura, detenção arbitrária, assédio... DIante da ameaça, alguns preferem deixar o país, ou fecham simplesmente seus jornais.

139
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+5

144 em 2018

Pontuação global

-1.23

46.88 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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