República Democrática do Congo

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Novo presidente, novo regime para a imprensa?

A saída de Joseph Kabila, que continua sendo o aliado circunstancial do novo presidente Felix Tshisekedi, permitirá afrouxar o controle sobre os meios de comunicação e os jornalistas congoleses? Assim como em 2017, a RDC permaneceu em 2018 o país do continente em que a RSF registrou o maior número de ataques à liberdade de imprensa. Violência, intimidação, prisões arbitrárias, meios de comunicação fechados, saqueados ou depredados fazem parte do ambiente hostil em que os profissionais da informação operam no país. A liberdade de informar também é atacada online, onde a internet às vezes é cortada e as redes sociais bloqueadas, como foi o caso durante a última eleição presidencial. Os serviços de inteligência estão freqüentemente trabalhando para silenciar os jornalistas críticos do poder ou para fechar meios de comunicação arbitrariamente. A banalização da violência foi levada a cabo com total impunidade e os assassinos dos 10 jornalistas mortos durante os anos de Kabila nunca foram levados à justiça. Em seu discurso de posse, o novo presidente disse que queria tornar a mídia um verdadeiro quarto poder. O trabalho a fazer é enorme. A adoção de um novo marco legal para substituir a lei de 1996 que criminaliza os delitos de imprensa parece ser um pré-requisito.

154
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

0

154 em 2018

Pontuação global

+0.11

51.60 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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