México

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A violência e o medo no cotidiano

Embora não seja o cenário de um conflito armado, o México é um dos países mais perigosos do mundo para a mídia. O conluio entre o crime organizado e certas autoridades políticas e administrativas representa uma grave ameaça à segurança dos atores da informação e dificulta o funcionamento da justiça em todos os níveis do país. O México continua a se afundar na espiral infernal de impunidade e violência e continua sendo o país mais letal na América Latina para a mídia. Quando se interessam por questões embaraçosas e pelo crime organizado, os jornalistas são ameaçados, repreendidos e até executados a sangue frio. Muitos outros desaparecem ou são forçados ao exílio para garantir sua sobrevivência. Os mandatos dos presidentes Felipe Calderón (2006-2012) e Enrique Peña Nieto (2012-2018) foram marcados por um número recorde de assassinatos e desaparecimentos de jornalistas (112 casos) e uma crise sistêmica de impunidade pela qual a RSF apelou ao Tribunal Penal Internacional (TPI). A chegada ao poder em dezembro de 2018 do presidente Lopez Obrador, que fez da luta contra a corrupção sua prioridade número 1, traz esperança de escapar dessa espiral de violência. No âmbito econômico, a paisagem audiovisual mexicana se caracteriza por uma extrema concentração, com dois grupos, Televisa e TV-Azteca, dividindo entre si a quase totalidade dos canais de televisão. Inúmeros veículos de comunicação comunitários são, muitas vezes, privados de frequência legal e sofrem com perseguição regular.

144
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+3

147 em 2018

Pontuação global

-2.13

48.91 em 2018

  • 5
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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