Guiné Equatorial

Guiné Equatorial

Controle total dos meios de comunicação

Depois de cinco meses na prisão, o cartunista Ramon Esono Ebale, conhecido por seus desenhos satíricos do presidente Teodoro Obiang Nguema, foi finalmente libertado. Ele havia sido arbitrariamente detido por falsas acusações. Controle das mídias e censura prévia são comuns neste país governado há quase 40 anos pelo mesmo homem, que foi reeleito, em abril de 2016, para um quinto mandato presidencial de sete anos. Sob este regime autoritário, é verdadeiramente impossível criticar o presidente ou as forças de segurança. Não existe nenhum veículo de comunicação verdadeiramente independente no país e os poucos órgãos presentes estão sujeitos a um controle muito rígido das informações que produzem. As reportagens sobre as primaveras árabes, os conflitos no Mali ou na Síria, ou ainda a queda de Blaise Compaoré foram, por exemplo, proibidas. Os jornalistas podem ser demitidos, detidos, seus programas suspensos e seu material confiscado. A autocensura substitui muitas vezes a informação. Os raros jornalistas que tentam produzir informações de forma independente são vistos como desestabilizadores e inimigos do regime.

165
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+6

171 em 2018

Pontuação global

-8.12

66.47 em 2018

Contatos

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