França

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Um ódio crescente contra jornalistas

No ano de 2018, o número de ataques e pressões contra a mídia e os jornalistas cresceram perigosamente. Insultados, ameaçados, agredidos, até feridos pelos manifestantes ou por desparos da polícia, os jornalistas foram confrontados durante o movimento dos coletes amarelos, em novembro de 2018, a um nível de violência inédito na França. Insatisfeitos com a cobertura do movimento, alguns grupos de coletes amarelos tentaram bloquear as gráficas para impedir a distribuição de veículos de comunicação. Adotada em junho de 2018, a lei do sigilo comercial previa uma exceção jornalística. No entanto, na investigação dos "Implants files", foi recusado o acesso dos jornalistas a documentos. O grupo Bolloré multiplicou os processos judiciais abusivos, chamados de "processos mordaça" - chegando a abandoná-los no caminho - e fazendo deles uma medida de retaliação automática contra jornalistas investigativos sempre que eram evocadas algumas de suas atividades. Embora a crítica da mídia ainda seja legítima, ela foi às vezes superada pelo questionamento odioso do trabalho dos meios de comunicação (mediabashing) por personalidades políticas. Isso se reflete nos comentários irresponsáveis feitos em várias ocasiões pelo líder do partido France Insoumise contra os jornalistas. Também na França, os jornalistas não escapam do assédio online e se tornam um alvo favorito de trolls de todos os tipos, escondidos por trás de seus monitores e psudônimos. Para combater a desinformação maciça e deliberada durante o período eleitoral, o governo aprovou uma lei sobre "manipulações de informações". Alguns mecanismos, como a tutela jurisdicional (référé), têm sido amplamente criticados por serem extremamente difíceis de pôr em prática e, quando necessários, contraproducentes.

32
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+1

33 em 2018

Pontuação global

+0.34

21.87 em 2018

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