Egito

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Uma das maiores prisões do mundo para jornalistas

Enquanto 2018 marca o início do segundo mandato do Marechal Abdel Fattah al Sissi, a situação da liberdade de informação é uma preocupação crescente no Egito. O país se tornou uma das maiores prisões do mundo para jornalistas. Alguns passam anos em detenção provisória sem que nenhuma acusação seja formalizada contra eles ou sem que jamais sejam julgados, outros são condenados a fortes penas de prisão que podem chegar à perpetuidade em processos extremamente irregulares. Desde 2013, o governo egípcio organiza uma caça aos jornalistas suspeitos de serem próximos aos Irmãos Muçulmanos, assim como uma "sissi-zação" dos meios de comunicação. A Internet é o último espaço onde informações independentes podem circular, mas, desde o verão de 2017, mais de 500 sites foram bloqueados, incluindo muitos de notícias, e detenções por postagens simples em redes sociais estão aumentando. Um arsenal jurídico repressivo ameaça cada vez mais a liberdade de imprensa. Adotada em agosto de 2015, a lei antiterrorista exige que os jornalistas respeitem a versão oficial ao cobrir os atentados, em nome da segurança nacional; adotadas em 2018, uma nova lei sobre a mídia e uma lei sobre crimes cibernéticos reforçam a influência do executivo sobre os meios de comunicação, bem como a possibilidade de processar, prender jornalistas e fechar sites de notícias que compartilhem informações independentes online. Alguns meios de comunicação online simplesmente decidiram afundar a si próprios ao invés de tentar se dobrar a uma lei mordaça. Grande parte da região do Sinai é proibida aos jornalistas e defensores dos direitos humanos, assim como a cobertura independente de qualquer operação militar. A censura não diz respeito apenas ao exército: muitos assuntos econômicos (inflação, corrupção) também podem levar os jornalistas à prisão. A eleição presidencial da primavera de 2018 exacerbou a censura e aumentou o ritmo de fechamento dos veículos de comunicação. A imprensa estrangeira também é alvo, como censura de artigos, reportagens atacadas pelas autoridades, jornalistas expulsos ou proibidos de entrar o território.

163
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-2

161 em 2018

Pontuação global

-0.25

56.72 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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